Atendimento ao cliente – Que cê qué

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Um amigo querido iria se casar, convidou-me para ser seu padrinho de casamento e claramente me alertou que gostaria de ganhar um forno de microondas. Claro que o meu amigo merecia esse presente; na verdade, merecia até muito mais, mas preferi atender ao pedido, afinal, assim não haveria chances de cometer um erro na escolha do presente.

 

Com o dinheiro em mãos, estacionei meu carro próximo a várias lojas de varejo. Na primeira loja em que entrei, os vendedores estavam muito ocupados e não faziam questão nenhuma de notar minha presença. Tudo bem, existiam outras lojas que, com certeza, ficariam felizes em me atender e vender o que eu queria. Na segunda loja, também com muitos clientes comprando e circulando, não consegui um vendedor que percebesse minha ansiedade em adquirir um eletrodoméstico. Mais uma vez, saí sem ser atendido.

 

Confesso que comecei a ficar preocupado com aquela situação. Será que seria um padrinho frustrado no simples ato de comprar à vista um forno?

 

No entanto, com um espírito perseverante, parti em direção à terceira loja. Dessa vez, dirigi-me até o setor onde se encontravam todos os artigos para cozinha e, então, comecei a olhar os produtos de meu interesse e fazer comparações de preço e de qualidade. Pronto, escolhi o forno sem a ajuda de um vendedor. Agora que tinha ficado tudo  mais simples, só faltava achar uma pessoa para ganhar a comissão.

 

Comecei a olhar de um lado para o outro, mas os vendedores me ignoravam e, em alguns momentos, até desviavam o olhar. Não entendia o que estava acontecendo. Fui até uma senhorita uniformizada e disse:

 

― Senhorita, por favor!

 

―“Que cê qué”?

 

― “Que cê qué”!? Você não pode perguntar isso para mim. Eu sou um cliente, devo ser atendido com respeito, e é seu dever de boa profissional me atender com um belo sorriso em seu rosto e pegar firme em minha mão para passar segurança em seu cumprimento. Devo ser saudado com um bom dia, boa tarde ou boa noite conforme a ocasião apropriada, e seremos apresentados. Aí serei chamado pelo meu nome. Está me entendendo?

 

― Senhor, eu não sou vendedora. Aqui nesta empresa não tem mais vendedores. Eu sou apenas uma colaboradora.

 

― Colaboradora? De quem? Com esse atendimento que eu estou recebendo, provavelmente você colabora com a concorrência.

 

― Ah! O senhor pode me desculpar? Não estou em um bom dia!

 

― Posso sim, com certeza, desde que você embrulhe aquele forno de microondas para presente.

 

― Sim, senhor, é pra já.

 

Ela embrulhou o presente, eu paguei e fui embora, mas não consegui esquecer aquela expressãozinha mágica “Que cê qué”, a qual se tornou um excelente exemplo em minhas palestras. E, agora, eu pergunto a vocês, profissionais de vendas: como têm sido suas abordagens?

É vendedor, o mercado mudou, o cliente também e quem não acompanhar,  com certeza vai perder espaço.

 

Sobre o autor: Robson Dutra é palestrante, consultor organizacional e Coach. Já ministrou mais de 1000 palestras sobre vendas, atendimento ao cliente, relacionamentos, equilíbrio, sucesso profissional, liderança e motivação.

 

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