Adversidades

Duas grandes paixões em um mesmo dia.
 
Hoje Deus me concedeu um grande privilégio, participar de um pedal com mais de 50 pessoas. Detalhe, todos colaboradores da DB1, que não pedalam, alguns estavam há mais de dez anos sem subir em uma bicicleta. Esse era o desafio proposto pelo Ilson Rezende, meu amigo, ciclista e presidente da DB1 Global Software.
 
 
E no meio do pedal realizei uma palestra, com as pessoas sentadas na grama, no banquinho de madeira, na sombra, com os animais ao lado, cachorros, galinhas. Eu já realizei palestras em lugares que não acreditei que estava lá, eu me beliscava e agradecia: Deus, obrigado por permitir que eu esteja aqui. Hoje foi sem cadeiras confortáveis, sem sala climatizada, sem projetor e power point. E foi sensacional e eu agradeci a Deus dizendo: Deus Obrigado porque eu estou aqui.
 
 
Não senti falta de nada, eu estava completo, trabalhei com toda minha intensidade e amor naqueles 32 minutos. Que experiência! As pessoas conectadas, concentradas, e eu na minha mais simples fragilidade, permitindo que Deus me usasse como Ele sempre faz, como um instrumento cirúrgico para inspirar, capacitar, motivar sim, outras pessoas a viverem intensamente cada dia e momento.
 
 
Foi um sucesso, superação, resiliência, quebra de paradigmas, força de vontade e muita vontade de fazer força, problemas técnicos superados, soluções criadas, pessoas que ajudam e pessoas que aceitam ajuda. Você que esteve presente nesse pedal, meus mais sinceros parabéns! Vocês foram sensacionais!
 
 
Teve vários momentos marcantes, vários, mas quero ressaltar aqui dois momentos.
 
 
Uma colaboradora caiu em uma descida. Ralou, assustou, mas estava bem. Já cai várias vezes, a descarga de adrenalina toma conta do nosso corpo, leva tempo para nos recuperarmos, ela recuperou, subiu na bike e completou o desafio com êxito. Deixou a história dela no dia de hoje mais bonita.
 
 
Uma outra colaboradora no final do pedal teve cãibras, faltando 5 quilômetros, ajudamos ela descer da Bike, água gelada na perna, capsula de sal, alongamento. Ela olhou para mim e disse: Eu quero muito terminar o desafio, eu quero. Eu olhei para ela e disse: Suas pernas fadigaram, você está cansada, isso é muito comum nas pedaladas, mas o que vai te levar pelos próximos 5 quilômetros será sua mente, sua vontade de terminar, sua cabeça. Você pode! Você consegue!
 
 
Ela conseguiu! Todos conseguiram! Parabéns!!!!
 
 
Foi um grande privilégio estar com vocês no dia hoje. Meu coração estava lá o tempo todo, agora esse momento ficará no meu coração.
 
“Não existem dias simples quando você aprende a transformar o simples em extraordinário.” – Palestrante Robson Dutra
Abraço no coração!

Os felinos adoram carne de macaco, mas os macacos ficam no alto das árvores e lá no alto eles estão seguros. Capturar um macaco em uma árvore é algo muito difícil até para um felino.

 

Os felinos se reúnem, escolhem uma árvore e começam a rugir bem alto ao mesmo tempo. Nesse momento os macacos ficam assustados e começam a saltar de galho em galho, durante esses saltos algumas mamães que estão com seus filhotes nas costas, acabam derrubando seus pequenos e os felinos comem os filhotes.

 

Na nossa vida isso também acontece. Às vezes estamos seguros, mas basta um rugido para nos desestabilizar. Esse rugido pode ser uma fofoca, uma mentira ou algo dito estrategicamente com a intenção de nos ferir. Depois disso, os pensamentos e as emoções ficam alteradas comprometendo nossas ações e decisões.

 

Precisamos usar nossa inteligência emocional, avaliar a situação, manter a calma, e pensar cuidadosamente como lidar com ela. Não tome decisões precipitadas, pense.

 

E lembre-se do que diz em 1 Pedro 5.8 “Sede sóbrios; vigiai; porque o diabo, vosso adversário, anda em derredor, bramando como leão, buscando a quem possa tragar.”

              

                Se leões estão próximos, fique muito atento o tempo todo. O segredo está em antecipar-se a eles e imaginar o que eles podem fazer. E quando eles rugirem, mantenha a calma e avalie cada possibilidade.  

 

Faz sentido para você? Escreva nos comentários: Quando ele rugir, estarei preparado(a).

 

Abraço no coração

 

Deus abençoe você grandemente!

 

Palestrante Robson Dutra

              

Poucas pessoas sabem, mas há alguns anos, o excesso de trabalho, a falta de rotinas para comer e dormir, o sedentarismo, a ideia equivocada de ser mais forte e pensar que comigo não aconteceria nada, me levou a maior batalha da minha vida. Eu estava muito doente, uma luta com algo que eu conhecia muito pouco, mas me tirava toda a paz e serenidade.

 

O medo de morrer fazia parte do meu dia a dia, sem explicação, sem avisos, apenas forte, implacável, destruidor, avassalador. Que sensação era essa que me consumia? O meu medo era de não conseguir respirar, a impressão que eu tinha era que meus pulmões estavam comprometidos, sem forças. Cada vez que eu subia uma escada e por mais leve que meu coração acelerava, a sensação de não conseguir respirar me dominava junto com o suor frio e o medo iminente da morte. Várias idas ao médico nas madrugadas, junto com a falta de ar, estava o medo de um infarto, eletros nas madrugadas e pneumologistas dizendo que meus pulmões estavam ótimos, essas informações não batiam com tudo que eu sentia. Mas aí a ficha caiu, eu estava lutando contra algo que eu desconhecia mas tinha um nome “Síndrome do Pânico”. Inimigo identificado.

 

A orientação da psicologa foi clara: Durma, coma corretamente, exercite-se, descanse, pare de querer agradar todo mundo e pare de achar bonito ser perfeccionista. Minhas lutas eram cansativas e acabavam comigo, o cérebro dizia que eu iria morrer e eu usava esse mesmo cérebro para dizer que eu não iria morrer. Batalhas que se estendiam por horas, dia após dia, eu me sentia exausto em uma briga injusta.

 

A psicologa mencionou: Vou te indicar um psiquiatra para que você possa tomar remédios. E naquele momento eu fiz uma escolha que parecia certa, mas exigiria muito mais de mim. Olhei para ela e disse: Não quero atacar a consequência, quero atacar as causas. Essa foi minha decisão. Voltei para casa, coloquei o joelho no chão, pedi perdão para Deus, por toda minha autossuficiência, por achar que eu era forte, independente, por achar que comigo nada aconteceria. Olhei para Deus e disse:

 

– Senhor me pegue em seu colo, não consigo controlar o meu cérebro, não consigo pensar coerentemente, choro escondido com medo de nunca mais retomar o controle da minha vida.

 

Senti a presença de Deus, mas entendi que começava ali uma grande batalha, Deus me ajudaria sim, mas eu teria que corrigir muitas coisas e Deus deixou claro. Isso é um laboratório em sua vida, vai levar um tempo, chegou a hora de ser o barro na mão do oleiro e ser apertado até virar um belo vaso. Aguente firme, Eu te guiarei.

 

Comprei todos os livros sobre o assunto que encontrei para entender os sintomas e como a Síndrome agia, o joelho foi dobrado constantemente, porque na hora das grandes lutas, homens que se acham fortes se curvam, eu escolhi me curvar diante de Deus do que ajoelhar diante dos problemas. Se era para ficar de joelhos, que fosse então diante do Senhor dos Senhores.

 

A atividade física, seria o primeiro passo, para equilibrar o sono, o descanso e deixar para trás o sedentarismo. Não lembro o dia da semana, peguei uma bicicleta que tinha em casa, enchi os pneus, fui até a catedral. Vi alguns ciclistas reunidos, de um grupo chamado Pedais da Liberdade, me aproximei e perguntei se podia acompanha-los durante aquele pedal que seria dentro da cidade. Naquele dia estavam ali o Marcos Campos o Naldo Ferreira, o Fernando que já faz um bom tempo que não vejo pedalando. Sai junto com eles e na primeira subida, na primeira subida maior, eles estavam um pouco a frente e eu estava ali atrás, em colapso, suando frio, com o coração acelerado, com toda falta de ar do mundo, quieto, subindo e orando e pedindo para Deus me dar forças.

 

Eles não sabiam, nem imaginavam o tamanho da luta que eu estava vivendo naquele momento. Um Davi sem ar contra um gigante desconhecido, mas um Davi rendido e entregue a um Deus que pode todas as coisas. Naquele dia eu venci, graças a Deus, aquela subida e nesses quase seis anos pedalando, esse mesmo Deus tem me guiado e me tirado dos vales e me colocado nos montes mais altos. Deus me curou, fez de mim um observador, cuidadoso que precisa se manter equilibrado.

 

Obrigado Deus, obrigado esposa amada que nos momentos mais delicados sempre esteve ao meu lado. Obrigado a todos que já pedalaram e pedalam comigo e nem sabiam o que estava acontecendo, e durou muito tempo as maiores batalhas, quase um ano. Mas estavam ali, do lado e isso já era muito.

 

Não tenho perfil de ciclista, não tenho estrutura de ciclista, mas tenho um Deus que ignora a aerodinâmica da abelha e faz ela voar muito.

 

Quando passar por mim em uma subida e acredite você passará, eu estarei sofrendo, sempre foi difícil, mas Deus colocou em mim essa coisa maluca que ele coloca em ciclistas, a vontade de superar-se, aguentar as adversidades e romper limites.

 

Não sei se posso dizer que sou um ciclista, mas com a bicicleta, Deus tem me proporcionado grandes experiências.

 

Deus é maravilhoso! Obrigado Senhor, Obrigado!

Essa semana começou a veicular nas redes sociais um vídeo de uma traição. O marido muito chateado, e com razão, encontra sua esposa saindo do motel com seu melhor amigo. Para registrar o momento (como se isso fosse algo que merece registro) ele leva outro amigo que além de filmar, narra tudo.

 

Provavelmente ele deve ter colocado o filme na rede com aprovação do marido. Vamos analisar a situação friamente. Sim, para o marido isso é triste, terrível, humilhante e nada justifica o fato. Mesmo que alguns possam dizer que talvez ela fez isso por falta de atenção, cuidados, carinho da parte dele, etc.

 

Ela deveria ter cobrado isso do marido, conversado com o marido, resolvido com o marido. Sabemos que a maioria das traições acontecem com pessoa próximas, isso torna tudo muito mais dolorido, como no caso, a esposa com o melhor amigo, coisa de novela que adora mostrar desgraça. Mas o problema maior é que a história não teve o fim que muitas outras adquirem.

 

Esse é um fato que infelizmente acontece muito, não deveria, mas acontece, todos nós conhecemos alguém que já passou por isso. Mas esse foi parar nas redes sociais, já foi compartilhado e compartilhado milhares de vezes e ainda será compartilhado muitas e muitas vezes. Desfazer isso? Impossível! O preço disso? Incalculável! Pessoas feridas? Dezenas!

 

As famílias envolvidas sofrerão com tudo isso. Os pais, irmãos, os filhos, imaginem o que os filhos terão que enfrentar? Se hoje um simples óculos, espinhas, ser o mais alto da sala, ou a mais baixa já são motivos para bullying, imagine sua mãe ser a “esposa” saindo do motel. Não, as crianças não merecem isso! Elas não merecem sofrer tanto por um erro de seus pais. Mas infelizmente elas pagarão um preço por isso.

 

O marido que autorizou o vídeo provavelmente irá se arrepender. Já deve ter se arrependido, algo que foi feito com os ânimos alterados, depois, com um pouco mais de calma, analisando a situação, a conclusão provavelmente seria de não potencializar o ocorrido e resolver tudo com serenidade.Com a esposa, já que acabou a confiança, o divórcio.

 

Pode também perdoar, só ele pode decidir isso. Com o melhor amigo, melhor encerrar essa amizade para evitar que isso se repita no futuro, afinal com um amigo assim ninguém precisa de inimigos. Arrume um melhor amigo de verdade. Com o cinegrafista vale uma boa conversa com o intuito de deixar a câmera desligada.

 

Que essa triste história consiga trazer algum aprendizado, e meu desejo é que os envolvidos consigam o mais rápido possível, retomar suas vidas.

 

Sobre o autor: Robson Dutra é palestrante, consultor organizacional e Coach. Já ministrou mais de 1000 palestras sobre vendas, atendimento ao cliente, relacionamentos, equilíbrio, sucesso profissional, liderança e motivação.

 

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