Comunicação

Algumas pessoas dizem: Eu odeio o horário de verão!

 

Sempre me perguntam se eu gosto do horário de verão. E a minha resposta é: Eu amo o horário de verão!
Em seguida me perguntam: Por quê?

 

Vamos lá…

 

a) Não sou eu quem decide se esse horário irá existir ou não.
b) Eu não tenho autoridade para alterar isso.
c) Independente se eu gosto ou não, ele irá acontecer.
d) Sendo assim, preparo meu cérebro com todas as situações positivas em relação ao horário e usufruo com excelência. Já faço isso há anos.

 

Exemplo:

 

1 – O dia fica maior.
2 – Tenho mais tempo para trabalhar.
3 – Tenho mais tempo para me exercitar.
4 – Tenho mais tempo para aproveitar ao lado das pessoas que eu amo.
5 – Tenho mais tempo para brincar com meus filhos.
6 – As vezes o trabalho acabou e o sol ainda está sorrindo dizendo, vem curtir que ainda dá tempo. Faça valer a pena.

 

Por tudo isso que eu amo o horário de verão.

 

Poderia dizer, eu odeio o horário de verão, mas provavelmente eu iria odiar mais um monte de coisas, porque gente que odeia com facilidade qualquer coisa, aumenta essa lista de situações odiadas com muita tranquilidade.

 

Ah, mas você não odeia nada? Claro que odeio. Alguns exemplos. Odeio quando um crime acontece, quando uma criança passa fome ou é judiada, odeio quando vejo pessoas no chão dos hospitais, odeio quando uma pessoa é atropelada por um bêbado, odeio saber que esse bêbado ficará solto e poderá matar novamente.

 

Mas esse ódio precisa ser canalizado de uma forma positiva e ser transformado em ações que ajudarão a mudar tudo isso que está errado. Caso contrário esse ódio só fará mal para algumas pessoas: Eu e aqueles que estão próximos de mim.

 

Um excelente dia para você.

 

Palestrante Robson Dutra

Poucas pessoas sabem, mas há alguns anos, o excesso de trabalho, a falta de rotinas para comer e dormir, o sedentarismo, a ideia equivocada de ser mais forte e pensar que comigo não aconteceria nada, me levou a maior batalha da minha vida. Eu estava muito doente, uma luta com algo que eu conhecia muito pouco, mas me tirava toda a paz e serenidade.

 

O medo de morrer fazia parte do meu dia a dia, sem explicação, sem avisos, apenas forte, implacável, destruidor, avassalador. Que sensação era essa que me consumia? O meu medo era de não conseguir respirar, a impressão que eu tinha era que meus pulmões estavam comprometidos, sem forças. Cada vez que eu subia uma escada e por mais leve que meu coração acelerava, a sensação de não conseguir respirar me dominava junto com o suor frio e o medo iminente da morte. Várias idas ao médico nas madrugadas, junto com a falta de ar, estava o medo de um infarto, eletros nas madrugadas e pneumologistas dizendo que meus pulmões estavam ótimos, essas informações não batiam com tudo que eu sentia. Mas aí a ficha caiu, eu estava lutando contra algo que eu desconhecia mas tinha um nome “Síndrome do Pânico”. Inimigo identificado.

 

A orientação da psicologa foi clara: Durma, coma corretamente, exercite-se, descanse, pare de querer agradar todo mundo e pare de achar bonito ser perfeccionista. Minhas lutas eram cansativas e acabavam comigo, o cérebro dizia que eu iria morrer e eu usava esse mesmo cérebro para dizer que eu não iria morrer. Batalhas que se estendiam por horas, dia após dia, eu me sentia exausto em uma briga injusta.

 

A psicologa mencionou: Vou te indicar um psiquiatra para que você possa tomar remédios. E naquele momento eu fiz uma escolha que parecia certa, mas exigiria muito mais de mim. Olhei para ela e disse: Não quero atacar a consequência, quero atacar as causas. Essa foi minha decisão. Voltei para casa, coloquei o joelho no chão, pedi perdão para Deus, por toda minha autossuficiência, por achar que eu era forte, independente, por achar que comigo nada aconteceria. Olhei para Deus e disse:

 

– Senhor me pegue em seu colo, não consigo controlar o meu cérebro, não consigo pensar coerentemente, choro escondido com medo de nunca mais retomar o controle da minha vida.

 

Senti a presença de Deus, mas entendi que começava ali uma grande batalha, Deus me ajudaria sim, mas eu teria que corrigir muitas coisas e Deus deixou claro. Isso é um laboratório em sua vida, vai levar um tempo, chegou a hora de ser o barro na mão do oleiro e ser apertado até virar um belo vaso. Aguente firme, Eu te guiarei.

 

Comprei todos os livros sobre o assunto que encontrei para entender os sintomas e como a Síndrome agia, o joelho foi dobrado constantemente, porque na hora das grandes lutas, homens que se acham fortes se curvam, eu escolhi me curvar diante de Deus do que ajoelhar diante dos problemas. Se era para ficar de joelhos, que fosse então diante do Senhor dos Senhores.

 

A atividade física, seria o primeiro passo, para equilibrar o sono, o descanso e deixar para trás o sedentarismo. Não lembro o dia da semana, peguei uma bicicleta que tinha em casa, enchi os pneus, fui até a catedral. Vi alguns ciclistas reunidos, de um grupo chamado Pedais da Liberdade, me aproximei e perguntei se podia acompanha-los durante aquele pedal que seria dentro da cidade. Naquele dia estavam ali o Marcos Campos o Naldo Ferreira, o Fernando que já faz um bom tempo que não vejo pedalando. Sai junto com eles e na primeira subida, na primeira subida maior, eles estavam um pouco a frente e eu estava ali atrás, em colapso, suando frio, com o coração acelerado, com toda falta de ar do mundo, quieto, subindo e orando e pedindo para Deus me dar forças.

 

Eles não sabiam, nem imaginavam o tamanho da luta que eu estava vivendo naquele momento. Um Davi sem ar contra um gigante desconhecido, mas um Davi rendido e entregue a um Deus que pode todas as coisas. Naquele dia eu venci, graças a Deus, aquela subida e nesses quase seis anos pedalando, esse mesmo Deus tem me guiado e me tirado dos vales e me colocado nos montes mais altos. Deus me curou, fez de mim um observador, cuidadoso que precisa se manter equilibrado.

 

Obrigado Deus, obrigado esposa amada que nos momentos mais delicados sempre esteve ao meu lado. Obrigado a todos que já pedalaram e pedalam comigo e nem sabiam o que estava acontecendo, e durou muito tempo as maiores batalhas, quase um ano. Mas estavam ali, do lado e isso já era muito.

 

Não tenho perfil de ciclista, não tenho estrutura de ciclista, mas tenho um Deus que ignora a aerodinâmica da abelha e faz ela voar muito.

 

Quando passar por mim em uma subida e acredite você passará, eu estarei sofrendo, sempre foi difícil, mas Deus colocou em mim essa coisa maluca que ele coloca em ciclistas, a vontade de superar-se, aguentar as adversidades e romper limites.

 

Não sei se posso dizer que sou um ciclista, mas com a bicicleta, Deus tem me proporcionado grandes experiências.

 

Deus é maravilhoso! Obrigado Senhor, Obrigado!

Compartilho aqui 3 dicas que utilizo muito no meu dia a dia
e que se fizer sentido para você, fique a vontade, use e abuse.

 

 

Dica 01 – Preciso responder sempre?

Na minha opinião não. Só faça isso se estiver muito confortável
em relação a resposta, caso não esteja, diga que irá pesquisar,
levantar mais informações e depois responderá. Sempre brinco;
entre os alunos pensarem que eu sou bobo, eu prefiro que eles
pensem, do que eu abra a minha boca e eles tenham certeza.

 

Dica 02 – Minhas respostas precisam ser longas?

 

Lembra quando começamos a estudar e um amiguinho respondia
a professora com aquela resposta grande e todo mundo ficava admirado.
Pois é, quanto mais eu falo, mais chances de falar uma bobagem.
Seja objetivo, claro e direto. Responda a pergunta e pare de falar.

 

Dica 03 – Preciso sempre expor minha opinião?

Eu sou muito cuidadoso em relação a isso. Muitas vezes estão falando
sobre algo que gosto bastante, mas fico em silêncio, apenas ouvindo e
aprendendo. Só digo minha opinião quando ela é requisitada e faço isso com todo cuidado, escolhendo o tom de voz, o jeito e as melhores
palavras.

 

Um grande abraço, fique com Deus, saúde e muito sucesso!

 

ROBSON DUTRA

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